Uma só pessoa faz a festa: Becky Lee and Drunkfoot Dia 9 de Julho – Via Club, Coimbra

Foi com pouco que Becky Lee encheu a noite de um Via Club bem povoado – mais composto do que é habitual em concertos: chegou-lhe a sua guitarra, bombo, pratos de choque, um tímbalo de chão e a presença de A Jigsaw. Becky impôs a simplicidade dos seus ritmos e as suas melodias carregadas de Blues e com uns tragos Country muito graças à sua presença descontraída e, claro, graças à sua voz, que muito impressionou quando esta a decidiu puxar por ela e mandar uns berros (com uns toques de Karen-O, aquando do primeiro álbum dos seus Yeah Yeah Yeahs).
A actuação da americana foi em boa verdade quase imaculada. Os fraseados da guitarra não podiam ter melhor acompanhamento que os ritmos que, apenas com dois pés e mais um dedo emprestado, Becky fazia. Foram o suficiente para levar a plateia a mexer-se, mas não bastaram para evitar que o seu encantamento sobre os presentes fosse quebrado: infelizmente, o público não soube manter a postura durante todo o concerto e, mais cedo do que seria desejado, um burburinho incómodo levantou-se. Ainda que infeliz, foi uma inevitabilidade de um concerto que tende a ser monótono pela pouca variedade que tem, ainda que cheio de bons momentos e pormenores curiosos. Erro da menina do Arizona, que adiou demais a entrada do convidado especial dos A Jigsaw.
A presença do convidado especial durante as duas músicas aligeirou a actuação e deu-lhe o que faltou durante um bocado: mais pormenores, mais uma voz, mais uma novidade digna de toda a atenção.
No fim, foi uma actuação óptima, com as suas máculas, mas nada de grave. Quem esteve presente teve uma óptima noite.
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